sexta-feira, 8 de maio de 2015

VISITA AO MUSEU DO CEARÁ


Até que enfim chegou o esperado dia, 08/05/15, numa sexta-feira a tarde fizemos um passeio ao Museu do Ceará. Foram as crianças acompanhadas de suas mães. Lá conhecemos um pouco da nossa história e da nossa cultura.  O grupo foi dividido em dois, onde cada grupo ficou com um guia. Estes explicaram como se comportar no museu e também falaram um pouco sobre exposições. Algumas mães nunca tinham ido ao museu e acharam muito boa a oportunidade. 














Ao final da tarde, quando chegamos no CEI, oferecemos um lanche em comemoração ao "Dia das Mães" e também as crianças entregaram a lembrancinha a sua mãe.



















quinta-feira, 7 de maio de 2015

O BODE IOIÔ


Obs.: História para ser adaptada oralmente para uma linguagem acessível a compreensão das crianças, ou seja a pessoa que vai fazer a contação se apropria da história e conta para as crianças usando suas palavras, utiliza também as gravuras para ajudar na compreensão.


Vou contar para vocês a história do bode Ioiô. Havia no interior do Ceará uma família de agricultor. A propriedade era pequena, mas quando chovia dava para plantar milho, feijão, ter uma horta, criar galinha, porco, uma vaquinha, bode, enfim, vários animais e viver feliz.




Porém a seca sempre castigou o nordestino do campo.
Em 1915, houve uma seca muito severa que não deixou cair uma gota de chuva no chão. Esta tornou-se famosa, até os dias de hoje, as pessoas mais velhas falam dela. E o nordestino sofreu muito. Viu a plantação secar, viu os animais morrerem de fome.



Então as circunstancias fizeram tomar uma decisão difícil: sair de sua casa e viajar pra cidade de Fortaleza em busca de trabalho para sua família não morrer também.

Dos animais que essa família tinha, um era especial, o bode, ele era brincalhão e companheiro, todos gostavam muito dele, ele não vivia só no curral, tinha acesso liberado dentro de casa e como ainda estava vivo a família decidiu levá-lo.  
  
Chegando na cidade, não foi nada fácil, ficaram na casa de parente, colocaram o filho na escola e foram atrás de trabalho.
O bode muito danado acostumado a liberdade, não se acostumava ficar só dentro de casa, nem só no quintal. Saía pelas ruas, passeava e depois voltava. O cheiro dele incomodava a dona da casa. E os donos do bode, novamente tomaram uma decisão difícil, resolveram vendê-lo, afinal eles não passavam mais muito tempo na companhia do bode, trabalhavam o dia todo e só chegavam a noite, também o dinheiro estava pouco, e vendendo o bode, cairia umas moedas no bolso.

Foi aí que o homem teve uma idéia, oferecer o bode ao dono da empresa onde estava trabalhando. Uma empresa inglesa instalada na Praia de Iracema. O bode Ioiô, muito sortudo, conseguiu a simpatia do dono da empresa, que logo o comprou.




 
Então ele passou a ser criado solto lá no pátio da empresa, e continuou livremente passear pelas ruas. Em pouco tempo, familiarizou-se com a cidade e conquistou a simpatia dos habitantes.








Perambulava pela cidade, visitava diariamente a Praça do Ferreira, centro cultural e comercial da época. Freqüentava os bares, cafés e restaurante fortalezense.





 


 Como todo dia fazia sua rota de passeio, fez amizade por onde passava e as pessoas lhe davam comida, água e carinho.



Ao final da tarde ia apreciar o por do sol na praia e voltava para dormir na empresa.
Ioiô recebeu tal nome por conta da rota que frequentemente fazia, que parecia um ioiô (subindo e descendo pelas ruas de Fortaleza). As leis proibiam a circulação de animais desacompanhados pelas belas ruas da cidade ainda assim, não era perturbado nem pelos fiscais municipais, fato devido à conquista da simpatia popular conquistada pelo animal.
 

Seu aspecto descuidado e seu cheiro característico e desagradável não impediam que o carinho dos fortalezenses o atingisse. Ioiô fazia amizade com escritores, artistas, políticos, cidadãos comuns e até fazia companhia nas bebedeiras dos boêmios.


 Ioiô participou de atos políticos em coretos, praças e sarau literários, comeu a fita inaugural do Cine Moderno, assistiu peça no teatro José de Alencar, passeou de bonde, perambulou pelas igrejas e até pela Câmara Municipal.


 
 O bode era muito prezepeiro, pois quando o vento forte da Praça do Ferreira levantava os vestidos das moças e as batinas dos padres, isso estimulava o bode a correr atrás.

 







Ainda como manifestação de profundo amor ao bode e revolta pelos desmandos e corrupções exercidos pelos políticos da época, em 1922, os eleitores de Fortaleza elegeram o Bode Ioiô para vereador da cidade, inclusive, com a maior votação daquela eleição. Não foi empossado (claro!), mas sua “eleição” foi considerada na época como uma representativa manifestação de protesto ao poder público e isso fez com que sua fama se expandisse além das fronteiras de Fortaleza. Bem além… Pois hoje existe uma réplica de Ioiô no museu de Hollywood.

 No decorrer dos anos, a cidade ia se desenvolvendo e o vigor físico do animal, em contrapartida, diminuindo. Por esse motivo, tornava-se cada vez menos comum encontrar o Bode Ioiô em meio à boemia. Até que, no ano de 1931, foi encontrado morto próximo à Praia de Iracema. Seu falecimento foi publicado e sentido por grande parte da população fortalezense. Logo em seguida, a empresa proprietária de Ioiô, embalsamou o corpo e cedeu ao Museu do Ceará. Lugar onde é possível encontrar até hoje a presença desse ilustre personagem.


 Antes do passeio ao Museu do Ceará, fizemos a contação de história do "Bode Ioiô". Reunimos as crianças no pátio, elas ouviram com atenção, observaram as gravuras e ficaram impressionadas com o personagem principal, o bode Ioiô. Estão ansiosas para conhecê-lo.




As crianças do Infantil 3 fizeram uma colagem com a gravura do bode Ioiô.













quinta-feira, 23 de abril de 2015

O PAVÃO ABRE E FECHA

Dia "D" da Leitura

As crianças gostam muito de ouvir histórias e no dia 23 de abril resolvemos contar uma história bem legal: "O Pavão Abre e Fecha" da Ana Maria Machado. Leiam e vejam as atividades propostas:

O PAVÃO ABRE E FECHA (Ana Maria Machado)

Um pavão se admirava na beira do lago, se olhava na água e se perguntava:
- Sou feio?... Sou bonito?
Quando via a cauda aberta em leque, toda verde, roxa e azul-brilhante, se achava lindo e elegante. Mas quando olhava para os pés e seu andar desajeitado, ficava até desanimado. E se escondia envergonhado.
Um dia, ele recebeu um convite para uma festa no céu. Abriu e perguntou:
- Será que isso é bom? Ou será que é ruim?
Sempre que precisava ter uma opinião, ficava assim.
- Claro que é bom – disse o pombo-correio. - Festa é sempre bom!
E ele achou que era bom. Abriu a cauda e ficou se admirando. Depois, ensaiou uns passos de dança. E ouviu as gargalhadas de um beija-flor dançarino que, bem ao seu lado, treinava para a festança.
- Que bicho mais desajeitado! Este baile vai ser engraçado!
Ficou todo sem graça e se fechou. Aí chegou um pardal e assim falou:
- Que tristeza é essa ?
- É que eu danço esquisito...
- E quem vai reparar nisso num bicho tão bonito?
E o pavão, elogiado, abriu a cauda com pena pra todo lado. Mas, de mau jeito, acabou perdendo uma, lá no canto direito. Foi uma tristeza danada. E lá ficou de novo, todo encolhido, de cara amarrada.
- Por que todo esse aborrecimento? – Perguntou o periquito, que passava nesse momento.
- Perdi uma pena e isso é ruim.
- Ruim uma ova. É sinal de que vai ganhar outra bem nova.
Com isso, o pavão se animou e abriu seu leque. Aí chegou o bem-te-vi e riu muito engraçado:
- Olha o pavão de rabo banguela!
Já se sabe: o pavão encolheu a cauda, tratou de sumir com ela. E ficou assim a tarde toda, abrindo e fechando, abrindo e fechando, mudando de idéia com cada bicho que ia encontrando.
No fim do dia estava suado, cansado, de língua de fora, exausto de abrir e fechar a toda hora. Resolveu: não ia mais. Mas também não ficava ali para todo mundo rir dele. Viu uma moita e se escondeu atrás. Aí ouviu uma conversa do outro lado:
- Nem agüento mais esperar o baile. Que festança vai ser!
- É mesmo! Comida boa, água fresquinha, muitos amigos e música à beça...
O pavão foi até lá, ver quem tinha tanta animação. Não era pássaro colorido, nem dançarino, nem de boa canção. Era um casal de urubus. Foi a vez do pavão rir deles, abrindo suas penas verdes e azuis.
- Vocês não se envergonham? Feios assim e cheirando ruim? Quando vocês dançarem, todo mundo vai sair.
Vai nada... - respondeu o urubu. - Todo mundo está mais ocupado, tratando de comer e beber, de cantar e dançar, de se ver e conversar. E se alguém quiser, pode rir. Não é por isso que vou deixar de me divertir. E a urubua completou:
- E tem mais: não tem essa de feio e fedorento, não, ouviu? Urubu é tão bonito, da cor do jamelão e do jaguar, da jabuticaba e da noite sem luar....
E quando o pavão abria o bico e se espantava, ela continuou:
- Você é que é feioso, com esse rabo escandaloso, abrindo e fechando que nem gaveta. E nem ao menos tem a cor preta. Todo esse verde, vermelho e azul, cheio de bolinha...
Mas a última coisa que disse foi com um sorriso manhoso e olhar dengoso:
- O que vale é que você tem uns pés que são mesmo uma gracinha... E depois, isso de bonito ou feio é só questão de recheio.
Aí o pavão teve que rir. E depois que os dois saíram voando, ele ficou pensando:
- Feiúra de lixo ou beleza de artista não depende do bicho, mas do ponto de vista. Cada um é diferente e o que importa é mesmo a gente.
E lá foi ele animadíssimo para uma festa bem divertida. Ainda bem. Se não, ficava naquele abre-e-fecha toda vida.



Vamos construir o Pavão Abre e Fecha!

Modo de Fazer:



Pegue uma folha de oficio e na horizontal faça dobraduras formando um leque;










Pinte cada dobrinha com uma cor diferente;








Dobre o leque ao meio;








Faça um corte transversal na pontinha do leque (Esse corte dará um efeito de sianinha no rabo do pavão);








Desenhe numa folha 40kg o corpo do pavão de um lado e do outro e pinte;
Cole o corpo do pavão no meio do leque;












Cole palito de picolé na última dobra de cada lado do leque.











Pronto! Está feito o nosso pavão abre e fecha!

Para crianças maiores, elas mesmo podem construir.







ATIVIDADE REALIZADA COM A TURMA DO INFANTIL 3

Cada criança ficou com uma peninha do pavão (desenho). Elas colaram pedacinhos coloridos de E.V.A picado. No corpo do pavão a pintura foi coletiva.


                                                    VERSINHO DO PAVÃO

CABEÇA DE GALINHA
PENA DE PAVÃO
ME DÁ UM BEIJINHO
     QUE EU TE DOU UM BEIJÃO
       ENQUANTO VOCÊ LIA
    EU ROUBEI TEU CORAÇÃO